IGREJA E DENOMINAÇÃO PORQUE TANTA DIFERENÇA

quinta-feira, 13 de julho de 2017

EXEGESE



Metodologia histórico-gramatical


Manual de Exegese Bíblica

Sumário
Introdução .......................................................................... 03
Metodologia exegética ...................................................... 07
3
Introdução
Exegese é a interpretação crítica de um texto completo ou de parte das Escrituras
Sagradas. É um exame detalhado do texto bíblico. É a busca da aplicação dos princípios
da hermenêutica para chegar-se a uma definição correta do texto (note a ênfase). O
prefixo ex (“fora de, para fora ou de”) refere-se à idéia de que o intérprete está tentando
derivar seu entendimento do texto, em vez de ler seu significado no (“para dentro”)
texto (Eisegese). É estudo do significado das palavras à luz do tempo e do lugar onde
originalmente foram escritas.
Esta é uma definição conservadora, mas eu não me desculpo por isto. Sei
teólogos de diferentes confissões cristãs, hoje, se posicionam ao lado dos pensadores
pós-modernos e contestariam esta definição. Porém, dado os limites deste trabalho,
creio que ela é suficiente.
O processo de leitura e interpretação de um texto é cíclico. Todo leitor se
aproxima de uma passagem da escritura com pressuposições, (e.g. A Bíblia é a infalível
e inerrante) e comumente, com preconceitos acerca de uma passagem ou doutrina da
Escritura (e.g. a doutrina da predestinação). O quadro a seguir exemplifica o processo. 1
1 Este quadro foi gentilmente cedido pelo professor Andrew S. Kulikovsky. E pode ser encontrado em
http://hermeneutics.kulikovskyonline.net/hermeneutics/hermeneutics.htm. Acesso em (01.02.2005).
4
A abordagem que usarei nesse manual será o Método Histórico-Gramatical.
Este método submete o texto bíblico à análise racional quanto ao seu conteúdo, e
literária quanto à sua composição. Essa abordagem parte do pressuposto que a Bíblia é
documento inspirado por Deus e testemunha suas ações entre os homens, conduzindo-os
a salvação.
A questão da autoridade do texto bíblico é central para qualquer metodologia
exegética. A perspectiva cristã tradicional admite que a Bíblia foi toda escrita debaixo
da condução de Deus e que ela não contém erros. Como herdeiros da Reforma
Protestante, afirmamos nossa crença na Palavra de Deus. Deus é o autor supremo das
Escrituras, se a sua revelação pretende guiar-nos a um relacionamento com ele, e se
ninguém conhece a mente de Deus senão o seu próprio Espírito, então, devemos ser
espirituais, antes de podermos esperar entender as Escrituras em seu sentido supremo e
autêntico. Um dos documentos históricos reformados e aceito pelas igrejas batistas
reformadas em todo o mundo, a Confissão de Fé Batista de 16892, assim afirma:
A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a
salvação, de fé e de obediência. A luz da natureza, e as obras da criação e da providência,
manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens ficam
inescusáveis; contudo não são suficientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é
necessário para a salvação.
A autoridade da Sagrada Escritura, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não
depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas provém inteiramente de Deus, sendo
Ele mesmo a verdade e o seu autor. A Escritura, portanto, tem que ser recebida, por ser a Palavra
de Deus.
Especificamente sobre a interpretação bíblica, a Confissão de Fé Batista ainda
afirma o seguinte:
A regra infalível de interpretação das Escrituras é a própria Escritura. Portanto, sempre
que houver dúvida quanto ao verdadeiro e pleno sentido de qualquer passagem (sentido este que
não é múltiplo, mas um único), essa passagem deve ser examinada em confrontação com outras
passagens, que falem mais claramente.
Um movimento devastador que se infiltrou na igreja foi o liberalismo teológico
junto com seu derivado, o humanismo. Graças a estes maus gêmeos, a autoridade da
Escritura foi rejeitada e substituída por um falso evangelho centralizado no homem. Isto
penetrou na pregação e na adoração comunitária.
Boa parte de nossa pregação e adoração hoje, são dominadas, por temas tais “o
que eu preciso,” ou “o que eu devo fazer para me sentir bem.” Os poderosos temas
2 Disponível em http://www.monergismo.com/textos/credos/1689.htm. Acesso em (28.01.2005).
5
bíblicos fugiram dos púlpitos modernos, os temas que elevaram a vida espiritual não são
ouvidos hoje em dia. Temas como, a ira de deus, o pecado do homem, a necessidade da
salvação, o poder do evangelho e outros mais; foram trocados por temas tais como,
“como ser bem-sucedido”, “a prosperidade do crente”, “você deve se sentir bem”. Creio
firmemente, que a exegese bíblica, feita com profundidade é o remédio para tal tolice.
Quero insistir num ponto, que a nossa condição espiritual tem tudo a ver com a
precisão de nossa exegese bíblica O estado espiritual do intérprete é um indicador
preciso de sua maneira de interpretar a Palavra de Deus. Sua pureza exegética é medida
a partir de como ele encara o texto bíblico. Se ele toma a Bíblia meramente como um
documento humano, passível de erro e crítica, é possível que ele chegue a conclusões
estranhas ao sentido original do texto.
Porém, se ele busca com fervor a presença do Espírito Santo, com maior
probabilidade, ele terá a chance de apresentar um bom trabalho de exegese. Quando a
hermenêutica cristã tem como fundamento a intervenção livre e sobrenatural de Deus na
história, conforme revelado nas Escrituras Sagradas, sempre será o vibrante cristianismo
bíblico. No artigo Espiritualidade e Espiritualidades3, o Rev. Ricardo Barbosa, nos
apresenta um desafio teológico para os envolvidos na ciência da interpretação bíblica.
Precisamos de uma teologia que nos desperte para um relacionamento pessoal e
verdadeiro com Deus. Noutras palavras, uma teologia que nos aponte o caminho da oração, que
seja mais pessoal e afetiva, e não apenas acadêmica. É lamentável constatar que muitos estudantes
que entram para um seminário, motivados por um profundo amor por Deus e desejo de servi-lo,
depois de quatro ou cinco anos de estudo, saem orando menos, afetivamente mais atrofiados e
mais limitados relacionalmente. Uma teologia que não nos motive para a oração, certamente não
cumpre com seu papel.
A iluminação Espírito Santo é essencial para você encontrar o significado
espiritual de um texto. Bruce K. Waltke, num artigo sobre exegese e a vida espiritual
afirma que o Espírito Santo exerce um papel essencial não apenas na revelação da
verdade, mas também em sua interpretação, e mais especificamente na "correta exegese
da Escritura Sagrada."
Segundo Waltke, há uma tendência entre educadores teológicos de separar
exegese de espiritualidade. Segundo ele "a exegese científica pode determinar o sentido
do texto, mas apenas o Espírito de Deus pode internalizá-lo nos corações”.4
3 Disponível em ttp://www.monergismo.com/textos/vida_piedosa/espiritualidade.htm. Acesso em
(28.012005)
4 Bruce Waltke. Exegesis and spiritual life: Theology as spiritual formation, p. 28-30.
6
Creio que é impossível interpretar a Palavra de Deus corretamente sem o
ministério do Espírito, que testifica a verdade de que somos filhos de Deus, que renova
nossas mentes para que possamos entender as coisas de Deus, e que transforma os
nossos corações para que possamos aprender a fazer apenas o que é agradável ao Pai.
Nossa tarefa, portanto, será a de estudar o registro da revelação de Deus,
conforme se encontra nas Escrituras, compreendendo espiritualmente todo o seu
contexto dentro de uma determinada proposta, a exegese histórico-gramatical.
Referências Bibliográficas:
CONFISSÃO DE FÉ BATISTA DE 1689. Disponível em http://www.monergismo.com/textos/ credos/
1689.htm. Acesso em (28.01.2005).
KULIKOVSKY, Andrew. Hermeneutics Cycle. Disponível em http://hermeneutics.kulikovskyonline.net
/ hermeneutics/hermeneutics.htm. Acesso em (01.02.2005).
SOUSA, Ricardo Barbosa. Espiritualidade e espiritualidades. Disponível em http://www.monergismo.
com/textos/vida_piedosa/espiritualidade.htm. Acesso em (28.012005)
WALTKE, Bruce. Exegesis and spiritual life: Theology as spiritual formation. Vancouver: Crux 30/3,
1994
7
Metodologia Exegética
Apresento aqui alguns somente alguns princípios para a melhor compreensão do
texto bíblico. Não pretendo me ater em discussões de cunho epistemológico, mas minha
preocupação é com a prática da interpretação do texto bíblico. Os passos seguintes
devem orientar o estudante a interpretar acuradamente o texto bíblico.
Eles foram adaptados a partir dos trabalhos de Gordon D. Fee5 e Douglas K.
Stuart6. Fee é professor emérito de Teologia do Novo Testamento e Exegese do Regent
College, Vancouver, Canadá, enquanto que Douglas K. Stuart é professor de Exegese
do Antigo Testamento do Gordon Conwell Theological Seminary em South Hamilton,
EUA.
Desde o início de nosso estudo, você deve manusear, pelo menos, duas versões
bíblicas e um texto grego do Novo Testamento. Eu recomendo, dentre muitas boas
versões, a Almeida Revista e Atualizada (RA) e a Nova Versão Internacional (NVI).
Esta edição de Almeida foi selecionada por ser uma das mais conhecidas em nossa
língua e amplamente utilizada nos livros acadêmicos, periódicos e como texto-base das
principais Bíblias de Estudo. A NVI é uma versão produzida por um grupo competente
de eruditos evangélicos, pertencentes a diversas denominações. Suas principais
características são: linguagem clara, riqueza exegética e informativa, com diversas notas
que trazem explicações de todo tipo e em alguns casos apresenta traduções alternativas,
inclusive qual seria a tradução literal.
Para exegese do texto hebraico do Antigo Testamento indico a Bíblia Hebraica
Stuttgartensia (BHS) editada pela Deutsche Bilbelgesellschaft. Esta é a edição crítica
padrão do Texto Massorético, amplamente utilizada pelos eruditos bíblicos nas
principais universidades e seminários teológicos ao redor do mundo.
A BHS compõe-se de quatro partes principais: (1) texto bíblico hebraico; (2) o
aparato massorético referente à Masora Magna; (3) a Masora Parva e (4) o aparato
crítico. O texto hebraico utilizado na BHS é a reprodução de um manuscrito massorético
do início do século XI, o Códice L, que se encontra em Leningrado, Rússia.
5 FEE, Gordon D. New Testament Exegesis: A Handbook for Students and Pastors.
6 STUART, Douglas K. Old Testament Exegesis: A handbook for students and pastors.
8
Para maiores informações recomendamos a leitura do Manual da Bíblia
Hebraica: introdução ao texto massorético de Edson de Faria Francisco7, que é
professor de Exegese do Antigo Testamento na Universidade Metodista de São Paulo.
Para o grego do Novo Testamento indico o texto editado pelas Sociedades
Bíblicas Unidas (UBS). São duas edições gêmeas: O UBS Greek New Testament que já
está na 4a edição, concebido originalmente para os tradutores da Bíblia e o Novum
Testamentum Graece, atualmente na 27a edição, concebido para os exegetas. A
diferença entre eles está no aparato crítico.
Novum Testamentum Graece tem o maior número de variantes textuais que o
UBS, enquanto que esse traz uma classificação mais simples segundo o maior ou menor
grau de certeza das variantes. (A, B, C, D) {A} certeza de tratar-se do texto original;
{B} há certa dúvida; {C} há dúvida entre o texto escolhido e o aparato crítico; {D} há
enorme dúvida de que o texto escolhido seja o original. Para maiores informações
remeto o leitor ao texto do Dr. Bruce Metzger8, que é considerado um dos melhores
pesquisadores da metodologia de crítica textual do Novo Testamento. O prof. Metzger é
professor emérito do Princenton Theological Seminary, nos EUA.
1. Análise do contexto geral.
1.1. Leia todo o livro de uma só vez.
Sem dúvida alguma, discernir o contexto de um texto bíblico é de suma
importância na hora de interpretá-lo. Você não pode começar sua exegese sem ler a toda
a mensagem do livro escolhido para sua análise.
A ênfase sobre a importância deste passo interpretativo não será nunca um
exagero. Quem inventou o ditado "texto fora do contexto é pretexto" tinha toda a razão.
A verdade é que muitas doutrinas, práticas e distorções de ensino têm sua base no
menosprezo deste passo. Portanto, a primeira coisa a fazer ao estudar uma passagem
bíblica é a procura dos contextos. São em número de três. (1) contexto imediato
anterior, (2) contexto imediato posterior e (3) contexto amplo.
1.2. Estabeleça os limites da passagem a ser estudada.
7 Publicado por Edições Vida Nova em 2003. Para este ano está prometida uma segunda edição ampliada.
8 METZGER, Bruce M. A Textual Commentary on the Greek New Testament. A Companion
Volume to the United Bible Societies’ Greek New Testament (Fourth Revised Edition) Second
Edition. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft & United Bible Societies, 1994.
9
Delimitar um texto bíblico é procurar sua extensão, isto é, seus limites. A ciência
bíblica denomina um texto completo, que possui começo, meio e fim de Perícope. Um
importante auxílio para a delimitação do texto são as versões mais modernas, como a
NVI, que estrutura o texto em forma de parágrafos e não versículos, como nas Bíblias
tradicionais. Muitas Bíblias de estudo já apresentam idéias para as divisões de
parágrafos. Mas, lembre-se, você deve estabelecer a perícope.
Aponte para as divisões naturais do texto, que são os parágrafos e as sentenças.
Indique os conectivos dos parágrafos e mostre como eles podem auxiliar na
compreensão do pensamento do autor da epístola.
Depois de delimitar o texto, leia-o em voz alta e em espírito de oração, várias
vezes, comparando-o com versões bíblicas diferentes para obter uma maior
compreensão de seu conteúdo. Inicie sua leitura com as traduções mais literais
(Almeida RC e RA), depois passe para mais contemporâneas (NVI, e NTLH), e pode
complementar com paráfrases (Bíblia Viva).
Anote as peculiaridades do texto (as palavras que se repetem, contrastes,
seqüências, conclusões, perguntas, teses). Faça uma descrição sumarizada da mensagem
do texto escolhido. Preste atenção nas palavras-chaves.
Localize os principais blocos de argumentos e mostre como se encaixam num
todo coerente. (e.g. Ezequiel 37: 1-14 - 15-28) A sua busca é para determinar a intenção
do autor – o que ele tencionou comunicar aos primeiros leitores. Você precisa distinguir
entre os detalhes incidentais e o tema principal da passagem escolhida para análise.
2. Análise do texto original.
2.1. Estabeleça o texto original.
Os estudiosos bíblicos desenvolveram através dos anos, certos critérios,
buscando refazer os caminhos que um texto tomou até chegar a suas mãos. Este estudo
é chamado de crítica textual. “A crítica textual não se interessa pelo sentido do texto,
não é análise literária do texto ou coisa semelhante. Apenas procura verificar a
confiabilidade das cópias do texto que chegaram até nós e reconstituir o texto na sua
forma mais confiável” 9.
Você deve aprender alguns conceitos básicos sobre a crítica textual, para
conseguir classificar as variantes textuais do parágrafo ou perícope que você escolheu
9 KONINGS, Johan. A Bíblia, sua história e leitura: uma introduçãop.236
10
para estudar. Sem dúvida, esta é uma das partes mais complicadas de sua tarefa
exegética. É requerido de você, não só o conhecimento da linguagem, mas também
informações sobre os manuscritos (tipos e versões), características literárias e teológicas
de cada escritor, bem como as tendências que os copistas assumiam no seu encargo na
transmissão do texto bíblico.
2.2. Analise as palavras importantes.
Em seguida, aperfeiçoe a perícope que você irá analisar. Busque as definições
dos termos principais do texto. Conte com a ajuda de um bom dicionário hebraico ou
grego. Busque o significado dessas palavras dentro do contexto da passagem analisada.
Analise o contexto profundamente e determine o melhor significado exegético da
palavra dentro da passagem.
Isole as palavras e cláusulas que requeiram decisões gramaticais entre duas ou
mais opções. Isole as palavras que necessitam de um estudo especial, faça uma lista
provisória das dificuldades exegéticas encontradas no texto.
Determine o significado exato de cada palavra básica, com sua origem, seu
desenvolvimento, seu uso e seu significado bíblico e cultural e seu uso pelo autor e no
restante do testemunho bíblico. Para tanto, você deve buscar as informações no
dicionário de teologia do antigo testamento. Seguem dois exemplos, um estudo de
palavras do Antigo Testamento e outro do Novo Testamento:
Nas versões bíblicas em português, as palavras arrependimento e arrepender-se,
são traduzidos de dois vocábulos hebraicos, {ahon e bw$. Como traduções da raiz
hebraica {ahon, essas palavras são freqüentemente aplicadas a Deus.
O termo mais freqüentemente aplicado para denotar o arrependimento humano
não é {ahon, mas antes, bw$, que significa girar ou retornar, e á aplicado ao tornar do
pecado para voltar-se para Deus.
Deus é imutável e não pode arrepender-se (bw$) como o homem. Seu ser é
imutável porque Nele não há progresso, nem retrocesso algum. O salmo 102:25-27
assim declara: “No princípio firmaste os fundamentos da terra, e os céus são obras das
tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permanecerás; envelhecerão como vestimentas. Como
roupas tu os trocarás e serão jogados fora. Mas tu permaneces o mesmo, e os teus dias
jamais terão fim”.
11
A raiz {hn reflete em sua origem a idéia de “respirar profundamente” e por
conseguinte a manifestação física da pessoa, geralmente tristeza, compaixão ou pena.
Quando a Bíblia fala no arrependimento de Deus (Gn 6.6-7; Ex 32.14; Jz 2.18; I Sm
15.11) significa dizer que Deus abranda ou muda sua maneira de lidar com os homens
de acordo com seus propósitos soberanos.
Chama-se isto na teologia de antropopatismo, isto é, atitudes e ações humanas
que são atribuídas a Deus. A partir da perspectiva humana a única expressão que se tem
é de os propósitos divinos mudarem.
“Se em algum momento eu decretar que uma nação ou um reino seja arrancado,
despedaçado e arruinado, e se esta nação que eu adverti converter-se de sua perversidade, então eu
me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha planejado. E, se noutra ocasião eu
decretar que uma nação ou um reino seja edificado e plantado, e se ele fizer o que reprovo e não
me obedecer, então me arrependerei do bem que eu pretendia fazer em favor dele. Jr. 18.7-10
O texto que alistei acima é contundente em afirmar de que, da perspectiva
divina, o cumprimento da maior parte das profecias está condicionada à reação positiva
por parte dos homens. Abraham J. Heschel diz: “Uma mudança na conduta humana
provoca uma mudança no juízo divino”. 10
O segundo significado básico de {ahon é o de consolar ou ser consolado. Assim
afirma o texto de Isaias 40.1. yÕiMa( UÙmAxán UÛmAxán . Deriva-se daí que o arrependimento de
Deus pode ser encarado como uma palavra de consolo para seu povo, que abranda seu
furor diante de uma coração quebrantado.
Como exemplo de um estudo baseado no Novo Testamento, observe a análise da
palavra eu)xaristi/a. Este termo aparece 15 vezes no Novo Testamento Grego, e é
traduzido na maioria das vezes na edição Revista e Atualizada de Almeida como ações
de graças, (At 24:3; I Co 14:16; II Co 4:15; 9:11-12; Ef 5:4; Fp 4:6; Cl 2:7; 4:2; I Ts
3:9; I Tm 2:1; 4:3-4 ; Ap 4:9; 7:12).
Mesmo uma rápida olhada nas passagens, vê-se que o termo eu)xaristi/a
denota outros significados, desde gratidão até o louvor. Vou me deter na passagem de
Efésios 5:4, aqui citado em várias versões, desde o grego, conforme o texto crítico da
UBS, até a NVI:
10 Cf. citado no Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento. Edições Vida Nova.
12
kaiì ai¹sxro/thj kaiì mwrologi¿a hÄ eu)trapeli¿a, aÁ ou)k a)nh=ken, a)lla\ ma=llon
eu)xaristi¿a. Nem torpezas, nem parvoíces, nem chocarrices, que não convêm; mas, antes, ações
de graças. (RC). nem conversação torpe, nem palavras vãs ou chocarrices, coisas essas
inconvenientes; antes, pelo contrário, ações de graças. (RA) Não usem palavras indecentes, nem
digas coisas tolas ou sujas pois isto não convém a vocês. Pelo contrário, digam palavras de
gratidão a Deus. (NTLH) Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que
são inconvenientes, mas, ao invés disso, ações de graça. (NVI).
O verso supra citado está na parte prática da epístola paulina. Assim denominada
pelos estudiosos a segunda parte da carta aos efésios, por causa da ênfase na prática da
vida nova que o Senhor Jesus concedeu à Igreja. Anteriormente Paulo apresentou a base
teológica da nova vida que o crente encontrou em Cristo, agora ele apresenta a forma de
viver esta verdade. Nos relacionamentos na família, no trabalho, com as autoridades e
até mesmo com o mundo espiritual.
O versículo trata da conversação torpe. Paulo alerta aqui que o cristão não deve
usar de linguagem obscena. Deve fugir de tudo o que é vergonhoso, tudo o que deixa
envergonhado o homem moralmente sensível. Nem palavras vãs, no grego temos
mwrologi¿a, cuja tradução literal é “imbecilidade”, sendo que a palavra é usada
exclusivamente aqui, em todo o Novo Testamento. O tipo de palavras, que provém de
um homem bêbado, palavras tanto sem sentido quanto sem utilidade. Chocarrice
também é proibida. No grego, eu)trapeli¿a, que também pode significar leviandade ou
galhofa. Aqui Paulo fala da pessoa que é espirituosa, mas para o mal. Usa sua
inteligência para falar palavras levianas e maliciosas. O uso de eu)trapeli¿a é
contratado com eu)xaristi/a. Segundo o comentário de Francis Foulkes11:
Com um jogo de palavras [Paulo] insiste na subistituição de eu)trapeli¿a por
eu)xaristi/a – que a graça daquilo que é sarcástico seja substituída pela mais verdadeira graça do
agradecimento. Calvino e outros entenderam que eu)xaristi/a como falar gracioso, e em 4:29
Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação,
conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem. Paulo falou da substituição do
falar corrupto pela conversa que dá graças. Quer insistir aqui que o agradecimento é o melhor uso
da fala. Se a conversa é sobre sexo, posses ou pessoas, deve ser dirigida pelo espírito de
agradecimento e louvor, para ver e reconhecer a amabilidade e beleza dos dons de Deus. Se este é
o caso, a conversa se manterá pura e elevada.
11 Éfesios – Introdução e Comentário. Série Cultura Bíblica. Edições Vida Nova.
13
3. Análise dos contextos específicos.
3.1. Examine o contexto histórico particular.
Você deve lembrar que todos os livros da Bíblia foram escritos em contextos
históricos específicos, e dentre as perguntas mais importantes que necessitamos fazer,
estão às perguntas de contexto histórico.
Em que circunstâncias foram escritos tais livros? Eles respondem
questionamentos anteriores? Foram escritos para orientar problemas específicos, válidos
somente para o primeiro século ou trazem princípios gerais, aplicáveis à Igreja
evangélica do século XXI?
Seja cuidadoso na busca das melhores fontes sobre o “mundo” bíblico. Para isto
busque informações na literatura especializada. (Introduções ao Antigo Testamento e ao
Novo Testamento, Dicionários Bíblicos, notas explicativas de Bíblias de Estudo e
comentários bíblicos exegéticos).
Busque ajuda no material de referência para saber a aplicação original de
determinada passagem. Esteja atento com os estudos sociológicos e culturais. Avalie o
significado destes dados para o entendimento da passagem. Entenda os detalhes
relacionados com a audiência primitiva.
3.2. Interprete conforme o gênero literário.
Na teoria da literatura e na crítica bíblica, são assim denominados os conjuntos
da literatura que apresentam homogeneidade de estilo, de formas, de técnicas (poesia ou
prosa), de procedimentos narrativos, de finalidade, etc.
A identificação do gênero é indispensável para colher-se a intenção do autor e a
relação entre a expressão literal e o seu conteúdo. Entre os vários tipos literários
encontrados no Antigo Testamento, temos:
(1) Prosa. Entre os tipos de prosa estão os contratos (Gn 21:22-32), discursos (Jr.
7:1-8:3), cartas (1 Rs 21:8-10), listas (1Sm 8:16-18), prescrições de culto (Lv 1-7),
narrações históricas (Jz 8.4-21), relatórios (1Rs 14:25,28), auto-biografia (Ed 7.12-9.5),
relatos e narrativas de sonhos e de visões (Is 6), auto-biografias proféticas (Is 49:1,5-6).
(2) Lei. Há várias coleções de leis. A mais importante é o decálogo (Êx. 22:1-17;
Dt. 5:6-21), o livro da aliança (Êx. 20:22-23:33), o código da santidade (Lv 17-26) e o
livro de Deuteronômio moldado em forma de sermões.12
12 DOCKERY, David S. (editor). Manual Bíblico Vida Nova, p. 366.
14
(3) Poesia. Entre os escritos poéticos temos os cânticos reais (Sl 2), hinos (Sl
98), cânticos ocasionais (Sl 93), sentenças de julgamento (Is 41.21-28), lamentações
nacionais (Sl 44), cânticos coletivos de confiança (Sl 125), lamentações individuais (Sl
3), cânticos coletivos de agradecimento (Sl 107), cânticos de sabedoria (Pv 8.1-36).
Os gêneros literários do Novo Testamento são: evangelhos, narrativas históricas
(Atos dos Apóstolos), parábolas, sermões, hinos, epístolas, profecias, literatura
apocalíptica (Apocalipse de João).
4. Análise Estrutural
Uma passagem bíblica pode ser analisada pela sua estrutura literária. Estes
passos exigem rigor e atenção de sua parte.
A análise estrutural busca o entendimento do texto bíblico entre as relações
gramaticais e sintáticas, e contribui para a compreensão da intenção original do autor.
Apresento aqui três passos para se completar a análise estrutural. (1) Análise temática.
(2) Análise semântica. (3) Classificação das variantes textuais.
4.1. Análise temática.
O exegeta busca neste passo a forma e a ordem do material descrito pelo autor
do texto bíblico e como ele desenvolveu seu argumento na perícope escolhida. Pode ser
que, às vezes, a idéia expressa pelo autor não é tão clara e óbvia. Seus argumentos
podem estar escondidos na estrutura do texto. O melhor exemplo desta dificuldade é a
argumentação que utiliza a estrutura temática conhecida como Quiasmo.
Um quiasmo (do grego chiazo, que significa fazer uma marca com o X grego) é
uma forma literária que tem como seu traço mais óbvio um paralelismo invertido. Dois
ou mais termos, frases, ou idéias são expressas e então repetidas em ordem inversa.
Uma comum e importante variação desta forma simples ocorre quando o quiasmo tem
um número ímpar de partes. Nesse caso, o elemento solitário pode ser o centro do
quiasmo separando os elementos paralelos.
Um exemplo do AT é encontrado em Amós 5.4b-6a:
A. Buscai me e vivei;
B. Porém busqueis a Betel
C. nem venhais a Gilgal
D. nem passeis a Berseba;
C'. porque Gilgal certamente será levada cativa,
B'. e Betel será desfeita em nada.
A'. Buscai ao Senhor e vivei.
15
Note como a linha D fica ao centro e não é repetida; ela marca a transição para
os elementos paralelos que se seguem (os pontos sublinhados indicam os paralelos mais
óbvios). Os exemplos do AT usados acima são apropriados porque quiasmos são
especialmente comuns na literatura judaica, embora eles possam ser encontrados em
vários escritos da era helenística.
É importante notar que quiasmos ajudam o intérprete a delinear unidades de
pensamento. Identificar um quiasmo pode mostrar ao intérprete onde um ensino ou
argumento se inicia e onde termina. Pode mostrar ao estudante da escritura exatamente
qual unidade deveria ser o tópico para a interpretação.
Por que quiasmo consiste de paralelismo invertido, é vital, em termos de
interpretação, encontrar e comparar os elementos paralelos. Se o escritor intende um
relacionamente entre duas partes de um quiasmo, o intérprete precisa definir esse
relacionamento e mostrar como ele ajuda a determinar o sentido da passagem. 13
Portanto, você deve estar atento para os seguintes fatores:
(1) Comparação ou contraste. Onde duas ou mais idéias que são desenvolvidas
no texto, alternando os argumentos, de acordo com a similaridade ou ampliando os
diferentes argumentos. (2) Repetição de palavras. Note bem os termos especiais e
construções gramaticais que se repetem no texto, eles são muito importantes. (3).
Progressão. Um claro movimento em direção a um alvo através de uma seqüência lógica
de idéias. O ponto culminante desta progressão é o clímax. (4) Generalização. Onde o
autor constrói o seu argumento, vindo de idéias particulares para explicar a idéia geral.
(5) Causa e efeito. Preste atenção na argumentação que é orientada pelas causas de uma
ação ou atitude indo para os efeitos produzidos por essas atitudes. (6) Clímax. Preste
atenção para os argumentos de conclusão, onde as palavras são colocadas com cuidado.
4.2. Análise semântica.
O exegeta busca neste passo o entendimento do sentido do texto através da sua
sintaxe. Você deve estar atento para os seguintes fatores:
(1) Sinônimos. São palavras que têm o mesmo significado, geralmente utilizadas
para variar o uso dos termos no texto, porém, podem ser usadas para enfatizar um
argumento. (2). Campos semânticos. São palavras que mesmo não sendo sinônimas
13 BAILEY, James L. & VANDER BROEK, Lyle D. Literary forms in the New Testament.
16
estão relacionadas. (3) Antônimos. São palavras que têm significados opostos. São
muito utilizadas para fortalecer as argumentações e defesas de doutrinas. (4) Termos
cognatos. Aqui não se tratam de sinônimos, mas de termos que tem o mesmo
significado e são usadas alternadamente como parte da argumentação. (5) Freqüência
das palavras. Quanto mais a palavra aparecer no texto, maior será a probabilidade dela
ser um termo importante para o entendimento da intenção do autor. (6) Reversões.
Atenção com as frases ou termos que substituem outros com idéias contrárias.
4.3. Classificação das variantes textuais.
Para a reconstituição do texto original as variantes textuais devem ser julgadas
dentro de três critérios: (1) O critério das evidências externas. (2) O critério
probabilidade intrínseca. (3) O critério da probabilidade de transcrição.
4.3.1. O critério das evidências externas.
As evidências externas são os manuscritos mais antigos e confiáveis atestados
por diversos testemunhos, tais como, as citações da Septuginta e dos Manuscritos do
Mar Morto, antigas versões, outras famílias de manuscritos, citações dos Pais da Igreja e
a distribuição geográfica dos textos.
4.3.2. O critério probabilidade intrínseca.
Este critério está baseado no estilo e vocabulário do autor através do livro. Você
também deve prestar bastante atenção no contexto imediato anterior e posterior, na
teologia conhecida do livro, nas passagens paralelas em outros livros.
4.3.3. O critério da probabilidade de transcrição.
Ao analisar as variantes pela forma como eram transmitidos os textos antigos,
chega-se aos seguintes critérios. (1) A leitura mais difícil deve ser preferida, porque a
tendência dos copistas era de facilitar a leitura. (2) A diferença nas passagens paralelas,
porque a tendência dos copistas era de harmonizar as passagens paralelas. (3) A leitura
mais curta sempre é preferível, porque a tendência dos copistas era de acrescentar
detalhes. (4) Deve-se escolher a variante que melhor se harmonize com o livro em
questão. (5) Escolha a leitura que melhor explique a origem das outras variantes
textuais.
17
5. Contexto Bíblico-Teológico
5.1. Analise a passagem relacionando-a com o restante da Escritura.
A maior dificuldade que temos com a mensagem bíblica é a intertextualidade,
isto é, relação entre a mensagem do Antigo Testamento e o Novo Testamento. Temos
que tomar cuidado especialmente com a aplicação do Antigo Testamento, lembre-se, ele
foi concedido, prioritariamente, para Israel e não para nós. Portanto, preste atenção ao
uso que o Novo Testamento faz do Antigo.
O Antigo Testamento deve ser interpretado à luz do Novo Testamento. Isso é
exigido tanto por razões literárias como por razões teológicas. O Antigo Testamento não
pode ser compreendido sem o Novo Testamento.
Este princípio foi chamado pelos reformadores de analogia da fé. Se,
aparentemente, uma passagem difícil e obscura permite interpretações estranhas à
teologia evangélica, e ela entra em conflito com a outra passagem mais clara e de fácil
entendimento, então a interpretação mais coerente deve ser adotada.
5.2. Analise a passagem relacionando com teologia bíblica.
O termo é definido pelo Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology14
como:
O estudo da Bíblia que procura descobrir o que os autores bíblicos, sob a direção divina, creram,
descreveram e ensinaram no contexto de sua própria época. A Teologia Bíblica é uma tentativa de
articular a teologia que a Bíblia contém através do modo como os seus autores escreveram em seus
próprios contextos. As Escrituras vieram à existência no decurso de muitos séculos, através de diferentes
autores, contextos sociais e lugares geográficos. Elas foram escritas em três diferentes línguas e
numerosas formas (gêneros) literárias. Portanto, exige-se um estudo analítico que conduza a um
entendimento sintético para se alcançar seus temas sobrepostos e suas unidades subjacentes. A teologia
bíblica trabalha para chegar a uma visão geral sintética coerente, sem negar a natureza fragmentária da luz
que a Bíblia lança sobre certos assuntos e sem menosprezar tensões que possam existir à medida que
diferentes temas se sobreponham (tais como a misericórdia e o juízo de Deus e lei e graça).
A Bíblia tem uma mensagem unificada e completa. Mesmo tendo dezenas de
autores que levaram milhares de anos para terminar sua obra. Existe um tema central
(do alemão Mitte) unificador da teologia bíblica que une as diversas partes do texto,
apresentando uma idéia teológica geral. Esse Mitte estende-se do Antigo Testamento
para o Novo Testamento.
14 Disponível em http://bible.crosswalk.com/Dictionaries/BakersEvangelicalDictionary/bed.cgi. Acesso
em (02.07.2004)
18
Herman Norpthrop Frye, pesquisador e crítico literário, apresenta uma visão
interessante sobre a mensagem unificada da Bíblia. Em 1982 ele publicou The Great
Code,15 onde ele apresenta sua visão sobre o texto bíblico, e declara que existe uma
coerência das narrativas bíblicas como um todo. Usando uma ilustração interessante, o
U-Shaped plot 16, acrescentando ao conceito teatral da “trama”. Ele segue os seguintes
conceitos literários:
A trama começa com a Criação em Gênesis e uma família harmoniosa e vivendo
em paz no Jardim do Éden. Logo em seguida, vem a Queda e uma sucessão de histórias
de triunfo e fracasso. E conclui com a volta da harmonia inicial na cidade eterna de
Jerusalém e o fim no livro do Apocalipse.
Deste U-Shaped plot maior, derivam-se vários outros, menores. São histórias de
queda e ascensão submetidas à história maior. Por exemplo, as histórias de José, Rute,
Moisés, Davi, Jó, Paulo e Pedro. Onde elas exercem a função de “tipificar” ou
prefigurar o todo. Frye descobre uma espécie de tipologia que sempre retorna durante
toda narrativa. Estas imagens específicas repetem-se em todo Antigo e Novo
Testamento. Por exemplo, a imagem da árvore, da montanha, do oceano, da torre, do
jardim, da ovelha e do pastor. Elas sempre se repetem em eventos que tem grande valor
simbólico.
Dentre outros mittes sugeridos, há um que me parece ser o melhor. É o que
procura estudar as Escrituras à luz de três conceitos básicos: Reino, Pacto e Mediador.
De acordo com esses conceitos, o Reino apresenta a idéia de um Senhor
soberano que domina do seu trono sobre todas as coisas. O Pacto é o instrumento de
administração desse Reino, estabelecido com o homem pelo Senhor, de forma
unilateral, na criação.
Ele trata do relacionamento do homem com o universo (mandato cultural), do
relacionamento do homem com os demais seres humanos (mandato social) e do
relacionamento do homem com Deus (mandato espiritual). O Mediador é o agente na
administração do Pacto. Se você quiser ampliar seus conhecimentos sugiro a leitura dos
seguintes livros: (1) O Cristo dos Pactos, O. Palmer Robertson. (2) Revelação
Messiânica no Antigo Testamento, Gehard von Groningen; ambos publicados pela
Editora Cultura Cristã.
15 Harcourt Brace Jovanovich, New York 1982.
16 A tradução seria algo como: “um tubo em forma de U”.
19
6. Uso de ferramentas.
6.1. Amplie seu conhecimento com o uso dos comentários bíblicos.
Investigue o que outros exegetas disserem sobre essa passagem e compare suas
conclusões com as encontradas. Os comentários bíblicos devem ser consultados depois
que você fez todo trabalho.
Avalie bem o comentário que você irá consultar. Dê preferência aos títulos de
orientação evangélica conservadora, que defendem a metodologia exegética históricogramatical.
Eles devem analisar a Escritura com seriedade acadêmica, erudição,
conhecimento profundo das línguas originais, mas com devoção, espiritualidade e
compromisso com aplicação da mensagem.
Bom trabalho para você!
Referencias bibliográficas.
BAILEY, James L. e VANDER BROEK, Lyle D. Literary forms in the New TestamentLouisville:
Westminster/John Knox Press, 1992.
BROWN, Colin & COENEN Lothar. (orgs.); trad. Gordon Chown. 2a ed. Dicionário Internacional de
Teologia do Novo Testamento. (2 vol) São Paulo: Vida Nova, 2000.
DOCKERY, David S. (ed). Manual Bíblico Vida Nova. Trad. Lucy Yamakami, Hans Udo Fuchs,
Robinson Malkomes. São Paulo: Vida Nova, 2001.
ELWELL, Walter. (ed) Baker's Evangelical Dictionary of Biblical Theology. Grand Rapids: Baker.
Disponível em http://bible.crosswalk.com/Dictionaries/BakersEvangelicalDictionary/bed.cgi. Acesso em
(02.07.2004).
FRANCISCO, Edson de Faria Manual da Bíblia Hebraica: introdução ao texto massorético. São
Paulo: Vida Nova, 2003.
FEE, Gordon D. New Testament Exegesis: A handbook for students and pastorsWestminster John
Knox Press. Third Edition, 2002.
FRYE, Herman Northrop. The Great Code: The Bible and Literature. New York: Harcourt Brace and
Jovanovich, 1982.
FOLKES, Francis. Efésios: Introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1989.
HARRIS R. Laird, ARCHER Gleason L. Jr. e WALTKE Bruce K. (org) Dicionário Internacional de
Teologia do Antigo Testamento. Trad. Márcio Loureiro Redondo, Luiz Alberto Teixeira Sayão e Carlos
Osvaldo Pinto. São Paulo: Vida Nova, 1998
KONINGS, Johan. A Bíblia, sua história e leitura: uma introdução. Petrópolis: Vozes, 1992.
STUART, Douglas K. Old Testament Exegesis: A handbook for students and pastors. Louisville:
Westminster/John Knox Press, 2002.


Leia mais: http://exegeserbiblica.webnode.com.br/news/metodologia-historico-gramatical/

quarta-feira, 12 de julho de 2017

MAÇONARIA



Vinte e Cinco Perguntas Selecionadas Sobre a Maçonaria


1) A Maçonaria é uma organização cristã?

"Se a Maçonaria fosse simplesmente uma instituição cristã, os judeus e os islamitas, os hindus e os budistas não poderiam conscientemente fazer parte de sua iluminação." [Albert Mackey, Encyclopedia of Freemasonry, pg 182, maçom de Grau 33.]
 Achamos altamente instrutivo que Mackey admita enfaticamente aos Adeptos que a Maçonaria não é cristã! Logicamente, quando Mackey escreveu seu livro, ele era secreto, e estava disponível somente aos maçons Adeptos. Se Mackey soubesse que esse livro se tornaria disponível para o público, não teria sido tão enfático.

2) A Maçonaria é cristã?

"A Maçonaria não é cristã, nem é uma substituta para o cristianismo." [C. F. McQuaig, My Masonic Friend, pg 1].
-- Novamente, vemos que, por sua própria admissão, a Maçonaria não é cristã! A única ocorrência em que ouvimos que ela é cristã é da Divisão de Propaganda Maçônica, e pelos pobres e iludidos maçons que foram deliberadamente enganados pelos seus superiores.

3) Há uma Bíblia sobre o altar nas lojas maçônicas. Isso não prova que a Maçonaria baseia-se na Bíblia?

"A Maçonaria não tem nada que ver com a Bíblia; não está baseada na Bíblia, pois, se estivesse, não seria Maçonaria, seria alguma outra coisa." [The Digest of Masonic Law, pg 207-209]  
-- Agora vemos um autor maçônico admitindo que a Maçonaria não está baseada na Bíblia! Portanto, não somente a Maçonaria não é cristã, como não é nem mesmo judaico-cristã! Essas revelações simplesmente continuam aparecendo, não?

4) Mas e Deus?

"A humanidade, 'em todo', então, é o único Deus pessoal." [J. D. Buck, Mystic Masonry, pg 136, Grau 32]. Como qualquer bom ocultista, a Maçonaria acredita na mentira que Satanás disse a Eva no jardim do Éden: "Sereis como Deus". Discutimos essa crença no artigo Provamos Conclusivamente que a Maçonaria é Adoração a Lúcifer - Parte 3 de 5; se você ainda não leu esse artigo, sugerimos que faça isso antes de prosseguir com a leitura deste artigo.

5) Se a Maçonaria não está baseada na Bíblia, nem em seus princípios cristãos; então, as lojas maçônicas não estão ensinando religião, certo?

"Toda loja maçônica é um templo de religião, e seus ensinos são instruções em religião". [Albert Pike, Morals and Dogma, pg 213. Pike foi um maçom de Grau 33, líder da Jurisdição Sulista do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria.].
-- A revelação dele aqui, nos ensinos para o Décimo Terceiro Grau, que a Maçonaria ensina religião, é um exemplo perfeito da política deliberada de mentir da Maçonaria. No Décimo Grau, Pike diz que a "Maçonaria não é uma religião". Depois, no Décimo Terceiro Grau, o maçom aprende que aquela afirmação é falsa e que a Maçonaria realmente é uma religião. Assim, quando um não-maçom fizer a acusação que a Maçonaria é uma religião, pode-se responder com a afirmação de Pike no Décimo Grau, em que ele nega a Maçonaria seja uma religião, e omitir que no Décimo Terceiro Grau ele inverte o que disse anteriormente e admite que a Maçonaria realmente é uma religião. Verdadeiramente, a Maçonaria é uma série de salas com fumaça e espelhos, destinadas a enganar a maioria dos maçons, e a enganar a 100% dos não-maçons. Nenhuma organização que deliberadamente usa de enganos não pode chamar a si mesma de cristã.

6) Como as lojas maçônicas são templos de religião, o que estão buscando se não adoram a Jesus Cristo?

"A Maçonaria está em busca da Luz. Essa busca leva-nos direto, como você pode ver, à Cabala." [Albert Pike, Morals and Dogma, pg 741.]

7) Mas a Cabala não é uma religião?

"Todas as religiões verdadeiramente dogmáticas surgiram da Cabala e retornam a ela; tudo científico e grandioso nos sonhos religiosos dos Iluministas... todas as associações maçônicas devem a ela seus segredos e seus símbolos." [Pike, Morals and Dogma].
-- Gostaríamos de advertir a todos nossos amigos judeus que estão se deixando envolver no reavivamento do estudo da Cabala, que estão acreditando na falsificação satânica da Torá e dos outros livros do Antigo Testamento da Bíblia, que os fariseus e saduceus dos tempos de Jesus estavam praticando. Você sabia que a principal razão pela qual os fariseus e saduceus planejaram matar Jesus, a despeito de seus óbvios poderes sobrenaturais, era por que eles estavam praticando a feitiçaria da Cabala? Você pode ler os detalhes nos dois artigos Sociedades Secretas Mataram o Senhor Jesus Cristo (leia a Parte 1 e a Parte 2). Após ler esses dois artigos, você compreenderá por que Jesus foi tão implacável em suas palavras de reprovação aos fariseus, o que está totalmente em desacordo com seu caráter de amor e de compaixão pelos pecadores ordinários, mesmo os grandes pecadores. Jesus sabia que os fariseus e saduceus estavam praticando a feitiçaria que mais tarde veio a ser conhecida como Cabala.


8) Se a Cabala é uma prática antiga encontrada no mundo ocultista, os símbolos, palavras e outras expressões maçônicas podem ser encontrados no ocultismo?

"Nos ritos modernos da feitiçaria, encontramos termos e expressões que também são empregados na Maçonaria, na Alvorada Dourada, e e outras sociedades ocultistas." [Arnold e Patricia Crowther, The Secrets of Ancient Witchcraft, pg 22].
-- Novamente, vemos uma ocorrência em que a Maçonaria é amada pelas pessoas erradas: feiticeiros, satanistas, iluministas, autores de livros de Nova Era possessos por demônios, e líderes de outras sociedades secretas, igualmente possessos por demônios. Como diz o ditado, "Os pássaros da mesma plumagem pousam no mesmo galho", esse fato é uma evidência muito importante e concreta de que a Maçonaria é tão satânica quanto essas organizações admitem abertamente que são! Tenha esse fato em mente ao ler os fatos apresentados em seguida.

9) Se a Maçonaria promove as religiões ocultistas, certamente muitos de seus membros devem ter formação ocultista

Eles certamente têm! Relaciono em seguida alguns exemplos de satanistas e/ou ocultistas que também eram maçons de boa posição.
-- Não se deixe enganar pela Propaganda Maçônica que diz que essas pessoas eram "maçons rebeldes"; pelo contrário, foram maçons de boa posição durante grande parte de suas vidas. Na verdade, o que esses ocultistas, que também eram maçons, representam, são os poucos maçons iluministas, que percorreram todo o caminho para a "Luz", para descobrir qual realmente é o grande segredo final da Maçonaria, isto é, satanistas dedicados trabalhando para implantar a Nova Ordem Mundial do Anticristo.
a) Arthur Edward Waite, historiador e autor ocultista.
-- Nos artigos Free12 e Free13, citamos muito esse autor, observando que seus livros são sempre publicados por uma editora maçônica bem conhecida e estabelecida.
b) Dr. Wynn Westcott - membro da Sociedade Rosacruz e membro fundador da Ordem Hermética da Alvorada Dourada,
--
 uma das sociedades secretas mais satânicas que existem e altamente ativa no estabelecimento da vindoura Nova Ordem Mundial do Anticristo. Você não acha extremamente esclarecedor saber que o fundador dessa sociedade secreta também era maçom?
c) S. L. MacGregor Mathers - co-fundador da Ordem Hermética da Alvorada Dourada
-
Assim, vemos que ambos os fundadores dessa sociedade secreta satânica eram maçons.
d) Dr. Gerard Encausse - membro dos Illuminati e líder do grupo conhecido como 'Martinismo'. De acordo com Albert Mackey, um maçom de Grau 33, "Os graus do Martinismo envolvem os deleites (prazeres) dos místicos" [Albert Mackey, Encyclopedia of Masonry, pg 552].
-- Os "deleites dos místicos" aqui é um eufemismo para sexo. Em outros artigos, já observamos que a Maçonaria utiliza o simbolismo do círculo com um ponto no meio para representar o sexo [veja os detalhes no artigo free13]. Em outros artigos, também observamos o simbolismo sexual inerente nos escritos maçônicos. Os maçons "adoram a criatura em lugar do Criador", exatamente como quaisquer outros pagãos na história mundial. Novamente, esse fato é umas das razões por que insistem em absoluto segredo, temendo a investigação pública.
e) Aleister Crowley - O infame satanista que fundou a religião ocultista de Thelema. Esse homem (mostrado na foto à direita) era tão vil e depravado que seus próprios contemporâneos os chamavam de "Mister 666" e sua própria mãe o chamava de "A Besta" do livro do Apocalipse.
-- Crowley não fundou a Ordem dos Templários do Oriente, mas controlou a organização por muitos anos. A OTO é uma sociedade secreta praticante de Magia Negra, muito satânica.
f) Dr. Theodore Reuss - Líder da ordem ocultista conhecida como O.T.O. (Ordo Templi Orientis, ou Ordem dos Templários do Oriente). Reuss foi um prolixo autor ocultista que deu a Aleister Crowley a liderança da OTO em Londres.
-- Mostramos em seguida o logotipo oficial da OTO, obtido na Internet. A ilustração representa o abismo negro do Inferno. Aparentemente, é a entrada do Inferno, com as colunas no estilo maçônico em cada lado e o símbolo ocultista/maçônico alado no alto. Os Olhos Que Tudo Vêem observam todos os que entram pelas portas. A Maçonaria é idêntica aos Mistérios", disse Albert Pike; portanto, essa cena das Portas do Inferno é Maçonaria.
g) George Pickingill - renomado bruxo-mestre da Inglaterra do século XIX e líder do 'conciliábulo Pinkingill'.
h) Manly P. Hall - Rosa-cruz, autor maçônico, e fundador da Sociedade de Pesquisa Filosófica 
-- Hall é reconhecido mundialmente como um dos mais prolixos autores maçônicos. Foi ele que disse que os companheiros maçons podem ter "as energias ardentes de Lúcifer nas mãos" quando compreenderem os profundos segredos da Arte. Como Hall era ao mesmo tempo rosa-cruz e maçom, queremos mostrar-lhe a Cruz Rosa-Cruz, para que você possa ver as terríveis blasfêmias da Maçonaria. Observe atentamente como eles cobriram a preciosa cruz do Calvário com os mais profundos e malignos símbolos de satanismo! Você pode ver quatro pentáculos em pé, representando Lúcifer e cobrindo cada uma das pontas da cruz; em seguida, pode ver um hexagrama logo abaixo do centro, provavelmente destinado a lançar uma "maldição" na cruz do nosso Salvador! Pessoal, essa é a verdadeira natureza da Maçonaria. A Maçonaria reverencia muito a Sociedade Rosa-Cruz, e tem até mesmo um grau dedicado a ela, chamado "Cavaleiro Rosa-Cruz", o Décimo Oitavo Grau! Mais uma vez, a verdadeira natureza satânica da Maçonaria fica bem clara.
 i) Gerald B. Gardner - Fundador do moderno reavivamento de Wicca, que tem um estilo de feitiçaria nomeado em sua homenagem, o "Estilo Gardneriano de Feitiçaria".
j) Alex Sanders - Conhecido como "Rei de todos os Feiticeiros", em Londres, foi um dos feiticeiros mais influentes após Gardner. Também tem um estilo de feitiçaria nomeado em sua homenagem, a "Feitiçaria Alexandrina".
k) Eliphas Levi - um dos maiores autores ocultistas do século XIX. 
-- Doc deixa de dar a devida ênfase aqui. Levi é conhecido como "a maior autoridade ocultista do século XIX". Ele criou uma imagem extremamente obscena de Baphomet para representar Satanás. "O desenho do Baphomet de Levi mostra sua ênfase no sexo, pois criou Baphomet como um ser andrógino [masculino e feminino]. Satanás, como o Baphomet, frequentemente é retratado como uma deidade hemafrodita, que tem falo de homem e seios de mulher. Em um livro sobre feitiçaria, The Complete Book of Witchcraft and Demonology, encontramos uma figura do Baphomet. A legenda diz que ele era o 'deus cornífero dos feiticeiros, o sexo encarnado'. Essa figura mostra o Baphomet fazendo o sinal da tríade do Diabo com sua mão direita. [Dra. Burns, Masonic and Occult Symbols Illustrated]

-- O espírito-guia de Eliphas Levi levou-o a níveis de compreensão da feitiçaria que poucos homens na história já atingiram. Suas ilustrações são consideradas inigualáveis no mundo ocultista, e ele não somente foi contemporâneo de Albert Pike, mas também exerceu influência sobre ele. [Arthur Edward Waite, Some Deeper Aspects of Masonic Symbolism, Kila, Montana, reimpresso por Kessinger Freemasonry Publishing Co.] Arthur Wait disse a respeito de Levi: ".... certamente um dos mais destacados expoentes continentais da ciência ocultista que o século XIX produziu, e seus escritos têm uma elevada estima nas escolas modernas da alta magia." [Waite, citado no livro de Levi, The History of Magic, no catálogo da Kessinger, para influenciar o leitor a comprar o livro de Levi.]

-- Albert Pike [maçom de Grau 33, Grande Comandante da Jurisdição Sulista] foi, portanto, muito influenciado por Levi em suas opiniões a respeito de Lúcifer. Já citamos Pike em Morals and Dogma [pg 567, ensinos para o Vigésimo Oitavo Grau] em que identifica Lúcifer como o portador de luz da Maçonaria, a "Luz" à qual os maçons fazem o juramento de trabalhar para alcançar. Ouça Levi falar sobre Lúcifer: "XXXVIII: O que é mais absurdo e ímpio do que atribuir o nome de Lúcifer ao Diabo, isto é, ao mal personificado? O Lúcifer intelectual é o espírito da inteligência e do amor; é o paráclito [o defensor]; é o Espírito Santo, onde o Lúcifer físico é o grande anjo do magnetismo pessoal." [Eliphas Levi, The Mysteries of Magic, A Digest of the Writings of Eliphas Levi]

10) Existem mulheres na Maçonaria?

-- A maioria dos maçons fica chocado ao saber que as mulheres também podem ingressar na Maçonaria, pois foram levados a acreditar que ela esteja aberta somente aos homens. No entanto, um segredo é que as mulheres podem tornar-se co-maçons, ingressando como membros plenos, normalmente em companhia de seus maridos. Você pode ver os dois símbolos da Co-Maçonaria que descobri, juntamente com figuras gerais de mulheres em seus trajes maçônicos. A Co-Maçonaria produziu algumas líderes realmente importantes no movimento da Nova Ordem Mundial. Veja as explicações de Marquis:
Contrariamente à crença popular, as mulheres também podem ingressar na Maçonaria. No livro de Albert Mackey, Encyclopedia of Masonry, (pg 307), há uma lei da Maçonaria que é conhecida como Lei de Salique. Ela diz que as mulheres não podem se tornar maçons; no entanto, no passado, algumas mulheres foram aceitas. Alguns exemplos são.

a) A nobre Sra. Aldsworth - [mostrada na figura anterior] - por volta de 1735, recebeu o primeiro e o segundo graus na Loja 44, em Doneraile, Irlanda.

b) Sra. Beaton - morava e recebeu sua iniciação em Norfolk, Inglaterra.

c) Madame de Xaintrailles - iniciada na Loja Francesa durante o final do século XIX.

d) Elizabeth St. Leger - iniciada em 1710, aos dezessete anos.

e) Condessa Barkoczy, da Hungria - foi iniciada na Loja Húngara da Maçonaria.

11. Existem exemplos de mulheres ocultistas que pertenceram à Maçonaria?

Sim!

a) Madame Helena Petrovna Blavatsky - fundadora da ocultista Sociedade Teosófica, foi iniciada na Maçonaria durante a primeira parte do século XIX.
-- Aqui, Marquis deixa de dar a devida a importância dos fatos. Blavatsky foi a fundadora de uma das sociedades secretas mais satânicas que existem! Entre as pessoas que aprenderam satanismo com ela estão Adolf Hitler e alguns de seus homens, Lênin e alguns outros líderes comunistas. Hitler, particularmente, considerava os ensinos de Blavatsky cruciais para suas doutrinas satânicas, especialmente o tratado que ela escreveu, A Doutrina Secreta. O holocausto nazista ocorreu em grande parte em decorrência dos ensinos de Blavatsky! Aqui, vemos que ela também pertenceu à Maçonaria.
b) Annie Besant - líder da profundamente satânica Sociedade Teosófica.

c) Alice A. Bailey - Sucedeu Annie Besant como líder da Casa da Teosofia. Alice e seu marido [Foster Bailey, um maçom de Grau 32] foram membros da Co-Maçonaria. Alice Bailey fundou a editora Lucifer Trust, com o propósito expresso de publicar os livros de Nova Era que seriam escritos em grande quantidade dali para a frente. Após perceber que a maioria das pessoas tinha aversão ao nome de Lúcifer, ela mudou o nome da editora para Lucis Trust.

12) Assumindo, então, que muitos membros maçons estão interessados, ou envolvidos no ocultismo, quais são as verdadeiras doutrinas religiosas dos maçons?

O que precisamos dizer para a multidão é: "Adoramos a um deus, mas é um deus adorado sem supertição.' A vós, Soberanos Grande Inspetores Gerais [maçons de Grau 33], dizemos isto... para que repitais aos irmãos dos Graus 32, 31 e 30... A religião maçônica deve ser, por todos os iniciados nos graus mais elevados, mantida na pureza da doutrina luciferiana... Sim, Lúficer é Deus, e infelizmente, Adonai [Deus da Bíblia Sagrada] também é Deus... a doutrina do satanismo é uma heresia; e a religião pura e verdadeira é a crença em Lúcifer, que é igual a Adonai; mas Lúcifer, Deus da Luz, Deus do Bem, está lutando em favor da humanidade contra Adonai, o Deus das Trevas e do Mal." [Lady Queenborough, Occult Theocracy, pg 220-221, citando uma carta de Albert Pike, aos Supremos Conselhos Mundiais, em 14/7/1889.]

-- A Maçonaria contra-atacou essa carta, afirmando que era uma falsificação. No entanto, precisa responder ao fato que essa adoração a Lúcifer também é explicada nos dois livros monumentais de Pike, Morals and Dogma, e Magnum Opus. Tudo o que está contido nessa carta também está contido nesses dois livros, e temos ambos aqui no escritório.

-- Finalmente, a história não registra que a Maçonaria alguma vez tenha processado Lady Queenborough por calúnia e difamação. Certamente, como a carta é tão condenatória, a Maçonaria teria feito todo o possível para limpar seu nome, até ao ponto de processar. A absoluta falta de ação deles comprova a verdade da afirmação de Lady Queenborough que essa carta de Albert Pike é genuína.

13) Espere um minuto! Você está dizendo que a 'luz' que a Maçonaria procura, vem de Lúcifer?

"LÚCIFER, o portador da luz... É ele quem porta a luz? Não duvides!" [Albert Pike, Morals and Dogma, pg 321; ênfase no original]

14) Espere ai! Lúcifer, ou Satanás não é o deus das trevas? O maligno?

"O verdadeiro nome de Deus, dizem os cabalistas, é Yahweh (DEUS) invertido; pois Satanás não é um deus negro, mas a negação de Deus. Para os iniciados, não é uma Pessoa, mas uma Força..." [Albert Pike, Morals and Dogma, pg 102].
-- A afirmação de Pike, em uma carta, mencionada anteriormente, define o puro satanismo. Eles acreditam que Deus e Lúficer são Deuses iguais, eram concorrentes no Jardim no Éden, com Adonai, o Deus da Bíblia Sagrada obtendo uma "vitória temporária" No entanto, os ocultistas acreditam que, na batalha do Armagedom, Lúcifer destronará Adonai e se apoderará do seu trono de direito nos céus. Todos os luciferianos, incluindo os Iluministas, acreditam nisso de todo o coração. Adonai é o Deus cruel, conforme demonstrado pelo fato de ordenar que os israelitas nos tempos do Antigo Testamento matassem populações inteiras de pessoas pelo único pecado de adorarem a Lúcifer, seu adversário; Lúcifer, por outro lado, não tem esse histórico de matanças e é considerado o Deus do Bem.

-- Além disso, chamando Lúcifer, ou Satanás, de Força, em vez de Pessoa, Pike cumpre a profecia bíblica referente ao Anticristo. Em Daniel 11:38, lemos: "Mas em seu lugar honrará a um deus das forças". Nem Albert Pike nem qualquer outro luciferiano sabe que está cumprindo as profecias bíblicas sobre o Anticristo. No entanto, como indicamos no artigo "Teachings About Jesus Christ" [disponível no site da Cutting Edge], a doutrina deles sobre Jesus Cristo também cumpre precisamente a definição bíblica do Anticristo.

15) Satanás, pode, então, ser entendido como Deus, a fonte da Luz?

"Para formar uma idéia de Deus .... a Cabala o imaginou como a 'luz mais oculta'. [Albert Pike, Morals and Dogma, pg 740]

16) Como a religião maçônica é a "frente" para a religião dos iluministas, a "luz" maçônica é a "luz" dos iluministas?

"O resultado é luz ou iluminação. Tais são os Iluministas" [J. D. Buck, maçom de Grau 33, em Mystic Masonry, introdução, pg XI].
-- Novamente, vemos a Maçonaria culpada de ser luciferiana pelas palavras de seus próprios autores. É realmente muito ruim que 95% de todos os maçons não separem tempo para ler os mesmos livros que nós, e outros autores cristãos, já lemos. Esses maçons não fizeram nem uma fração da pesquisa que já fizemos; no entanto, preferem acreditar na mentiras dos seus superiores.

17) O candidato a maçom não aprende a verdade sobre a religião e o deus da Maçonaria quando ingressa na Loja Azul, onde recebe os três primeiros graus?

"Os graus da Loja Azul são apenas o pátio exterior, ou o pórtico do Templo. Alguns símbolos são mostrados ali para o iniciado, mas ele é intencionalmente enganado com falsas interpretações. Não se deseja que ele compreenda o significado dos símbolos, mas que apenas pense que compreende." [Albert Pike,Morals and Dogma, pg 819; ênfase acrescentada]

-- Todos os maçons precisam ler e reler o parágrafo acima, pois é muito esclarecedor. Pike acaba de dizer para seus Adeptos do Trigésimo Grau que podem livre e intencionalmente enganar os maçons de graus mais baixos. Esses pobres homens devem imaginar que compreendem os símbolos da Maçonaria! Essa mentira audaz vem do Maligno, de Satanás, não do Deus Santo da Bíblia!

18) Quem, então, tem a permissão de conhecer a verdade, e o que realmente acontece na Maçonaria?

"Precisamos criar um super-rito, que permanecerá desconhecido, ao qual chamaremos aqueles maçons de graus elevados (do trigésimo para cima), a quem selecionaremos. Com relação aos nossos irmãos na Maçonaria, esses homens precisam jurar manter o mais rígido segredo. Por meio desse rito supremo, governaremos toda a Maçonaria, que se tornará o centro internacional, o mais poderoso, porque sua direção será desconhecida" [carta datada de 22/1/1870 de Albert Pike para o líder da Ordem dos Illuminati, Giuseppe Mazzini].

19) Você está dizendo que a Maçonaria é somente uma encenação e que há algo mais por trás dela?

"Isso serviu de base à nossa organização da Maçonaria secreta, que ninguém conhece e cujos desígnios não são sequer suspeitados pelos tolos gentios, atraídos por nós ao exército visível das lojas, a fim de desviar os olhares de seus próprios irmãos.... Quem poderá derrubar uma força invisível? Nossa força é assim. A Maçonaria externa serve unicamente para cobrir nossos desígnios; o plano de ação dessa força, o lugar que assiste, são inteiramente ignorados do público. [Protocolo dos Sábios de Sião, Protocolo 11, Protocolo 4]

-- Os Protocolos dos Sábios de Sião
 são o documento mais declaradamente satânico na história mundial! Eles relacionam sistematicamente todas as etapas necessárias para estabelecer a Nova Ordem Mundial e o Anticristo. É algo muito sério os Protocolos afirmarem que a Maçonaria existe somente para desviar os olhares dos Iluministas. Novamente, vemos a crença deles, afirmada por Pike anteriormente, que um super-rito, que é totalmente desconhecido, promoverá os interesses dos Iluministas poderosamente. A Maçonaria está sendo usada pelos Iluministas para desviar os olhares das pessoas, e para trazer a Nova Ordem Mundial.

20) Então, se a Maçonaria é apenas uma encenação exterior, o que está realmente tentando esconder por dentro?

"SOCIEDADES SECRETAS - Mas, esperando nosso advento, criaremos e multiplicaremos, pelo contrário, as lojas maçônicas em todos os países do mundo, atraindo para elas todos os que são ou possam ser agentes proeminentes. Essas lojas formarão nosso principal aparelho de informações e o meio mais influente de nossa atividade. Centralizaremos todas essas lojas em uma administração que somente nós conheceremos, composta pelos nossos Sábios. As lojas terão seu representante, atrás do qual estará escondida a administração de que falamos, e será esse representante quem dará a palavra de ordem e o programa. Formaremos nessas lojas o núcleo de todos os elementos revolucionários e liberais. Elas serão compostas por homens de todas as camadas sociais. Os mais secretos projetos políticos ser-nos-ão concedidos e cairão sob a nossa direção no próprio momento em que apareçam. No número dos membros dessas lojas se incluirão quase todos os agentes da polícia nacional e internacional, .... porque seu serviço é insubstituível, para nós, visto como a polícia, pode não só tomar medidas contra os recalcitrantes, como cobrir nossos atos, criar pretextos de descontentamentos, etc... Aqueles que entram para as sociedades secretas são ordinariamente ambiciosos, aventureiros, e em geral, homens na maioria levianos, com os quais não teremos grande dificuldade em nos entendermos para realizar nossos projetos." [Protocolos dos Sábios de Sião, Protocolo 15]

21) Ninguém nunca tentou advertir o público sobre a conexão Maçonaria/Iluministas e suas atividades antes?

Sim! Muitas pessoas tentaram, mas poucas foram ouvidas. Todas as advertências seguintes são de indivíduos que eram proeminentes na política, na vida acadêmica e líderes religiosos. Não eram "sensacionalistas" nem eram "profetas do Apocalipse"; todos eram indivíduos altamente qualificados e respeitados em seus campos de atuação.

a) Presidente George Washington, 1785, em uma carta ao reverendo G. W. Snyder: "Reverendo, não era minha intenção duvidar que a doutrina dos Iluministas - os princípios do Jacobinismo - não tinham se espalhado pelos Estados Unidos. Pelo contrário, ninguém está mais satisfeito com esse fato do que eu".
-- Pouco antes de morrer, o Presidente Washington estava bem ciente que o ramo radical da Maçonaria, os Iluministas de Adam Weishaupt, tinha alastrado seu veneno para os EUA.
b) Em 1798, o Professor John Robinson advertiu os líderes maçons que os Iluministas estavam se infiltrando nas lojas.
c) Reverendo Jedidiah Morse (pai de Samuel Morse) pregou em 1798: A Ordem dos Illuminati tem suas filiais estabelecidas e seus emissários trabalhando nos EUA."

d) David Pappen, Presidente da Universidade de Harvard, em 19/7/1798, fez uma advertência à classe dos formandos em uma aula sobre a influência que os Iluministas estavam exercendo na política e na religião nos EUA.

e) John Quincy Adams, que em 1800 opôs-se a Thomas Jefferson na disputa pela Presidência, escreveu três cartas ao coronel William L. Stone, expondo como Jefferson estava usando as lojas maçônicas para os propósitos subversivos dos Iluministas. Acredita-se que as informações contidas naquelas cartas ajudaram Adams a vencer a eleição. Elas ficaram expostas na Biblioteca da Praça Rittenburg, em Philadelphia.

f) Dr. Joseph Willard, Presidente da Universidade de Harvard, disse em 4 de julho de 1812, à classe dos formandos: "Existem evidências suficientes que diversas sociedades dos Iluministas estabeleceram-se neste pais. Elas estão trabalhando para solapar secretamente todas as nossas antigas instituições, civis e religiosas. Essas sociedades estão claramente coligadas com suas congêneres na Europa... Vivemos em um período alarmante. Os inimigos de toda a ordem estão procurando nossa ruína. É claro que se a infidelidade prevalecer, nossa independência cairá e nosso governo republicano será aniquilado."
-- Vivemos no tempo final que o Presidente Willard, da Universidade de Harvard, temia; os inimigos das nossas liberdades estão próximos de alcançar seus objetivos. Quando pessoas qualificadas como essas puderam ver a conspiração para destruir nosso país e nossas liberdades, por que muitas pessoas ainda duvidam?
g) O primeiro-ministro britânico Sir Winston Churchill, disse em 1920, três anos após os bolcheviques tomarem o poder na Rússia: "Desde os dias de Weishaupt (codinome Spartacus) aos de Karl Marx, aos de Trotsky ... essa conspiração mundial .. tem crescido continuamente. Essa conspiração teve um papel definitivamente reconhecível na tragédia da Revolução Francesa. Foi a mola principal de todo movimento subversivo durante o século XIX; e agora, finalmente, esse grupo de personalidades extraordinárias do submundo das grandes cidades da Europa e da América tomou o povo russo pelos cabelos de suas cabeças e tornou-se praticamente o dono incontestável daquele enorme império."
--No Seminário 2, "America Determines the Flow of History" [que pode ser adquirido em fitas cassetes visistando-se o site da The Cutting Edge], delineamos a teoria que o Plano para a Nova Ordem Mundial que está em operação requereu a criação deliberada do comunismo. No entanto, ficamos chocados quando encontramos essa citação de Winston Churcill dizendo ao mundo em 1920, que os Iluministas tinham criado o comunismo!
g) A famosa historiadora e autora inglesa Nesta Webster, em seu livro World Revolution, publicado nos anos 20, na página 78, diz: "Embora esses eventos (os estágios iniciais da Revolução Francesa de 1789) estivessem ocorrendo na Europa, o Novo Mundo (os EUA) estavam sendo influenciados pelos Iluministas. Em 1786, uma Loja da Ordem dos Iluministas foi inaugurada na Virgínia, e foi seguida por quatorze outras, em diferentes cidades."

h) O Relatório do Comitê de Investigação Sobre a Educação, do Senado da Califórnia, dizia em 1953: "O assim chamado comunismo é aparentemente a mesma hipócrita e mortal conspiração mundial para destruir a civilização que foi fundada pela Ordem Secreta dos Iluministas, na Bavária, em primeiro de maio de 1776 e que ergueu sua cabeça em nossas colônias aqui no período crítico antes da adoção da nossa Constituição Federal."
-- Essa afirmação é inacreditável, não pelo conteúdo, mas pela fonte - o Senado da Califórna Sobre a Educação! Sempre fico admirado em ver como o conhecimento de uma geração pode ser enterrado pelas gerações posteriores. Verdadeiramente, cada geração precisa conquistar suas próprias liberdades.

22) Quando os maçons tornaram-se parte dos Iluministas?

"Em 16 de julho de 1782, no famoso Congresso de Wilhelmsbad, próximo da cidade de Hanau, em Hesse-Cassel. Esse Congresso foi iniciado por Ferdinando, Duque de Brunswick, Grande Mestre da Ordem da Observância Rígida." [Albert Mackey, Encyclopedia of Freemasonry, pg 1006].

23) O que aconteceu nesse encontro?

Adam Weishaupt, e seu braço direito, o Barão Adolf Von Knigge (ambos eram maçons naquele tempo) comparecerem ao Congresso de Wilhelmsbad; eles tinham se reunido com os representantes dos 23 Supremos Conselhos do mundo maçônico e os convenceram, após trinta sessões, a seguir o Plano de Sete Partes dos Iluministas para a criação de uma Nova Ordem Mundial.

24) Como fizeram isso?

No final das trinta reuniões com os Conselhos, os representantes do mundo maçônico assinaram um documento, cada qual com seu próprio sangue, que seguiriam oPlano de Sete Partes dos Iluministas para o estabelecimento da Nova Ordem Mundial.

25) Os maçons não têm conhecimento sobre esses fatos?

A maioria não tem. Praticamente 95% dos maçons não têm a menor idéia do que realmente acontece em suas próprias lojas. Somente os maçons do Trigésimo Grau para cima é que podem conhecer esses segredos. Desses, somente 5% conhecem toda a verdade, por terem sido iniciados na Ordem dos Iluministas. Na maioria das vezes, um Iluminista entrará nas fileiras da Maçonaria somente para continuar o processo de infiltração. Eventualmente, esse Iluminista se tornará um dos maçons de alto nível e poderá, portanto, controlar melhor o mundo maçônico por causa de seu elevado grau e poder.



 Se você faz parte dos 95% dos maçons que estão condenados a permanecer na ignorância e não conhecer a verdadeira natureza da loja, agora aprendeu a verdade.

FONTE:

Doc Marquis (Christians Exposing the Occult, PO Box 632436, Nacogdoches, TX, 75963-2436, telefone (409) 552-7313.) escreveu o que está em preto, respondendo a perguntas dos seus seminários sobre os Iluministas, Feitiçaria e Maçonaria.
http://www.cuttingedge.org comentou em azul.
Jeremias Santos traduziu e postou em http://www.espada.eti.br, de onde copiamos.


Leia mais: http://exegeserbiblica.webnode.com.br/news/a%20ma%c3%a7onaria-/