IGREJA E DENOMINAÇÃO PORQUE TANTA DIFERENÇA

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O USO DO VÉU É CULTURAL OU TRANSCULTURAL

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O USO DO VÉU
Não existe povo evangélico mais exclusivista do que os membros da CCB [Depois destes apenas os Batistas Fundamentalistas]. Esse exclusivismo tem arrastado essa denominação para a classe de ‘grupo controvertido’ e ou ‘seita’. Entre os assuntos mais explorados deles é I Co 11. 1-16 rendendo-lhes o apelido de ‘Igreja do Véu’. Mas outros também poderiam ser citados como ‘Igreja do Beijo’, ‘Igreja do Joelho’, ‘Igreja’ do anti-pastor, anti-dízimo, etc, etc.
No entanto, precisamos reconhecer que o assunto do Véu não é apenas uma bandeira deles. Esse assunto ocupa uma parte da Escritura Sagrada de maneira significativa e com uma explicação razoável para reconhecermos que a prática da CCB neste assunto não é errada em si mesmo. Eu tenho dito que esse é o único ponto que a CCB tem razão em praticar, mas não em contrapor com os cristãos protestantes por causa de sugestões viáveis de interpretações.
A esposa de R. C. Sproul usa o véu na igreja, e ele entende que esse é um mandamento litúrgico transcultural.
Mas gostaria de compartilhar algo desse assunto que creio ser interessante para o tema.
Em resumo, alguns dizem, que as prostitutas e as adúlteras da cidade portuária de Corinto, tinham a prática de ter os cabelos curtos ou rapados, isso as identificava para tais serviços imorais. As mulheres de bem cobriam a cabeça e tinham cabelos longos, diferenciando-as.
1º) I Co 10.32,33: Estava ocorrendo em Corinto problemas de comportamento culturais, morais e teológicos que eram perceptíveis. Neste texto percebemos que Paulo também estava preocupado com a fama que a Igreja poderia ter na sociedade em Corinto, tornando-se um ‘tropeço’ para eles. Ao tratar do Véu, não podemos deixar de perceber que ele tinha algo cultural em mira. Não existe uma indicação patente na explicação de Paulo do costume do uso do véu em Corinto. Com essa omissão, a CCB, e outros cristãos tem sugerido que trata-se de um mandamento para a Igreja Cristã em todos lugares e em todas as épocas. A isso devemos declinar diante da força da argumentação. Mas, além do texto já citado quero indicar três em I Co 11 que podem revelar, a intenção cultural do assunto.
2º) I Co 11.3: “Quero, entretanto, que saibais ser Cristo o cabeça de todo homem, e o homem, o cabeça da mulher, e Deus, o cabeça de Cristo.”
O peso da argumentação é o que ele quer ensinar com isto. ‘Entre tantos assuntos’ poderia se o raciocínio de Paulo, ‘o importante é saber que Cristo é...!’ Os meios que levam a isso podem ser culturais, teológicos (?) ou não, mas tudo deve levar a esse fim supremo. O que devemos saber sobre Deus! O véu ensina isto entre vocês, diz Paulo, não há problema em usá-lo. Afinal esta prática demonstra o que Deus quer que saibamos.
3º) I Co 11.13: “... julgai entre vós mesmos...” Pelo visto, o que ele disse, bem como uma reflexão sóbria do assunto, levaria uma resposta, positiva ou negativa, a essa pergunta. Estaria Paulo deixando um terreno teológico para um cultural? Ou estaria ele apenas estimulando um raciocínio com base (na cultura?) na argumentação teológica proposta por ele anteriormente? Ainda que tenha algum fator contextual é impossível escapar da conclusão que, pelo menos para eles, a questão do véu e/ou cabelo, era muito séria.
4º) “Não diz a própria natureza...?”: Aqui entendo que está o cerne de toda questão (Gordon Clark, ao contrário, entende que o verso 16 resolve quase tudo). A ‘natureza’ a que ele se refere não é a concepção universal da questão. Antes, deve ser, a natureza ou concepção que os corintos tinham do assunto. As razões são bíblicas:
A) O Nazireu tinha cabelo cumprido, embora fosse homem.
B) Quando o voto terminava, rapava-se a cabeça. Se a mulher fosse a ‘votante’, ela ficaria com a cabeça rapada!
Isso posto, torna claro que ‘a natureza’ de 1 Co 11 não é a concepção universal do assunto, nem o que Deus considera sobre o assunto.
Por causa disso, entendo, que temos neste texto (V. 14) a explicação viável para a justificativa de não exigir o uso do véu na igreja. (Sei que com isso, não posso argumentar de maneira alguma que um homem não possa ter o cabelo cumprido.)

Adaptado por Pr. Edivaldo Pereira

Extraído do Blog: Doutrina Cristã

 


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